Pular para o conteúdo principal

ZGB Start: Coluna: Por que Battlefield 1 pode ditar um novo rumo para os FPSs? / Fralda oficial de Outlast 2 permite que você se borre com estilo

Coluna: Por que Battlefield 1 pode ditar um novo rumo para os FPSs?

Coluna: Por que Battlefield 1 pode ditar um novo rumo para os FPSs?
Atenção: Este é um texto pessoal e as visões desta matéria não necessariamente refletem a opinião do TecMundo Games.
Lembro-me até hoje de quando iniciei minha carreira no mundo dos jogos, lá atrás, em 2006. Após um período em que meu contato com video games se resumia a ler revistas e vez ou outra ligar o meu Super Nintendo, passei a acompanhar com mais fervor os lançamentos e as diversas reações de jogadores e da mídia a alguns lançamentos desde que passei a atuar profissionalmente nessa área.
Dez anos se passaram desde então, e me recordo claramente de algumas dessas ocasiões (uma delas, inclusive, será alvo de discussão, então sem “spoilers” por enquanto). A mais recente, entretanto, foi todo o burburinho e a comemoração quando a Eletronic Arts e a DICE anunciaram que o Battlefield 1deste ano passaria bem longe dos confrontos modernos, adotando um cenário bem distante do nosso tempo: a Primeira Guerra Mundial.
Em meio a todas as armas futurísticas que vemos em séries como Halo e até mesmo Call of Duty, talvez alguns estranhem o fato de uma empresa se arriscar a trocar esses equipamentos por aqueles que talvez fossem populares na época dos nossos avós. É preciso uma dose de coragem para fazer isso, mas ao menos a EA não precisou de muito para comprovar que a aposta foi certeira.
Battlefield 1 já provou que seria um sucesso desde quando o seu primeiro trailer foi divulgado

Renovar faz bem

Não é de hoje que ouvimos falar que os jogos de tiro em primeira pessoa estão saturados, que guerras futuristas passaram a ficar sem graça e por aí vai. Confesso que, apesar de ser fã de títulos do gênero, sempre gostei de olhar para trás e reviver momentos marcantes da humanidade, mas, sobretudo, acredito que é importante um tipo de game dizer chega para a sua receita de bolo de cenoura com cobertura de chocolate e arriscar algo um pouco diferente.
Acredito que é importante um tipo de game dizer chega para a sua receita de bolo de cenoura com cobertura de chocolate e arriscar algo um pouco diferente
É aí que entra Battlefield 1 e uma aposta que pode, de alguma forma, fazer com que as empresas passem a olhar um pouco mais para o passado. Uma verdade é que não tivemos muitos jogos de tiro em primeira pessoa ambientados em confrontos passados recentemente (alguns até arriscaram, mas acho um dos poucos que ainda atraiu um pouco de atenção, ao meu ver, foi Heroes & Generals), e talvez esse seja o momento certo de dar uma pausa na fórmula futurista e pensar em outra coisa.
Olhemos para o passado. Quem já estava fazendo a conta de luz aumentar um pouco por causa do video game (ou do PC) em 2007 deve se lembrar claramente de toda a barulheira que foi o lançamento de Call of Duty 4: Modern Warfare. Talvez a maior parte do público tenha sido pega de surpresa ao ver confrontos mais próximos dos dias atuais, mas não foi preciso muito para perceber que, na época, o game fez um baita sucesso e atraiu a atenção de muitos jogadores (e eu me incluo facilmente nessa lista) graças a essa investida.
Qual foi a sua reação ao ver Call of Duty 4: Modern Warfare?
Aliás, posso dizer que Call of Duty 4: Modern Warfare foi o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa que eu realmente pude curtir e aproveitar a história (lembre-se, fiquei algum tempo desatualizado no que diz respeito a consoles!), e toda aquela aura acabou me cativando, especialmente a clássica “fase do sniper”, tida por muito como uma das melhores já feitas até hoje para uma campanha.
Ao seu modo, o novo game da série Battlefield conseguiu construir uma campanha consistente na maior parte do tempo (o estágio da pomba e a forma como as coisas são exibidas conforme você avança em um voo livre é realmente tocante, e o arco do Corredor e o seu ajudante, por algum motivo, me fez lembrar o início da trajetória de Price e Soap). Ok, talvez seja exagero dizer que ela é a mais épica da série (até porque muitos se lembram de Bad Company 2 nesse momento), mas certamente tem diversos pontos altos e foi orquestrada para de fato ficar na sua memória por um bom tempo.
E era exatamente isso que a comunidade queria: um game que fosse capaz de retornar ao passado com maestria e, se possível, manter o interesse tanto na campanha quanto na modalidade multiplayer. Não há dúvidas de que isso é algo a ser considerado, e levando tal ponto em consideração não tenho medo de dizer que, de agora em diante, há chances de vermos diversos games apostando mais em aulas de História do que em contos que funcionaram como boas ficções científicas.

E por que Battlefield 1 pode ditar um novo rumo?

Se você está nesse barco há algum tempo (o dos jogos, evidentemente), certamente já reparou que o nosso mercado é cíclico: basta alguma coisa fazer sucesso e diversos games e séries passam a pegar ideias emprestadas desse arrasa-quarteirão e até mesmo uma ambientação parecida para tentar surfar um pouco na mesma onda.
Para quem curte História, Battlefield 1 é um prato cheio de referências
Peguemos novamente a série Call of Duty como exemplo. Quando Modern Warfare foi lançado, não havia muitos títulos que apostavam em guerras mais modernas e próximas dos dias atuais. Tudo bem, Battlefield até arriscou algo mais futurista com Battlefield 2142 antes, mas acabou voltando para algo mais próximo da atualidade, e o mesmo foi visto com Medal of Honor pouco tempo depois.
O que se viu desse ponto em diante é que essa ideia de guerras mais atuais dava certo, até chegar ao ponto em que alguém decidiu seguir para o futuro (Call of Duty), alguém se manteve no presente (Battlefield) e alguém acabou sumindo no meio do fogo cruzado (Medal of Honor). Talvez seja demais considerar Battlefield 1 um reboot no gênero, mas eu acredito que essa possibilidade existe.
Caso queira ir longe, basta ver que outras frentes também passaram por isso. Afinal, quem não se lembra do surto de games de zumbis que tivemos no período de Dead Island (e até mesmo um pouco antes), ou mesmo a quantidade de jogos de terror que saíram pegando carona no sucesso de Slender, Outlast e alguns outros games?
Se a moda é seguir aquele que está fazendo sucesso, então que assim seja, já que em alguns casos isso pode dar muito certo e garantir uma pausa em um segmento que já está desgastado. Da minha parte, eu não me importo em largar miras com laser e granadas que podem ser ativadas com o pressionar de um botão para voltar a usar armas ensurdecedoras que demoram para recarregar e dinamites para fazer uns estragos maiores. Na verdade, eu já estava é sentindo falta de algo assim.

Fralda oficial de Outlast 2 permite que você se borre com estilo

Fralda oficial de Outlast 2 permite que você se borre com estilo
Já sentiu aquela necessidade urgente de ir ao banheiro enquanto jogava um game de horror? É claro que normalmente a gente usa expressões do tipo de forma figurada, mas a Red Barrels, desenvolvedora da série de horror Outlast 2, apostou na brincadeira.
A empresa lançou uma campanha de financiamento coletivo para a fralda Underscares. No vídeo, a chefe do setor de pesquisas de marketing, Alison Wilkes, mostra uma série de tweets com descrições bem detalhadas dos efeitos do game no esfíncter dos jogadores, justificando a existência do produto. Veja abaixo.
Pode parecer piada, mas a companhia garante que o produto é real e será enviado para quem pagar os CA$ 55 (R$ 140) que dão direito à cueca e a uma chave do jogo na Steam. Se você quiser encomendar para o Brasil, o Kickstarter adiciona uma taxa de mais R$ 50.
A campanha tem 15 dias para arrecadar os CA$ 40 mil necessários. Se depender dos comentários na página, vai dar tudo certo. Como disse Anthony Westover, uma das pessoas que já fez sua encomenda: “Eu adoraria poder comprar mais de uma. Afinal, quem vai querer parar de jogar toda vez que precisar se lavar”?
FONTE(S)
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

ZGB Start: Cadê o anúncio? Imagem inédita praticamente confirma novidade de Red Dead

Cadê o anúncio? Imagem inédita praticamente confirma novidade de Red Dead No último domingo, a Rockstar divulgou uma imagem que deixou muita gente imaginando que, em breve, teríamos algum anúncio relacionado à série Red Dead. E, pelo visto, quem apostava nisso pode começar uma contagem regressiva interna, pois uma nova pista surgiu na rede social. Como é possível ver na imagem que está na sequência, temos sete caubóis caminhando em um cenário com um pôr do Sol que seria visível em qualquer cenário de Velho Oeste. Sendo assim, resta aos fãs da série apenas aguardar um anúncio oficial da parte da Rockstar, e esse possivelmente será de um título inédito. Ver imagem no Twitter Rockstar Games

Análise do Mafia 3

Com glamour ameaçado, Mafia 3 se sustenta, mas esquece várias raízes Em primeiro lugar, e para dirimir eventuais dúvidas, preciso ser direto e reto: foi duro analisar Mafia 3. Não por causa do caráter técnico ou de outras ressalvas dissertadas nesta análise, mas sim porque sou ultrafã da franquia, da temática e do gênero, e sabemos que isso pode embaçar o julgamento. Sou fã de carteirinha de Mario Puzo, que assina “O Poderoso Chefão”, John Grisman, Joseph D. Stone (que concebeu o livro responsável por inspirar o filme “Donnie Brasco”) e outros autores do charmoso gênero mafioso, do qual, como bom ascendente italiano e degustador de massas, sou adepto. Eu estava sedento por Mafia 3. Mais do que estou por Final Fantasy XV, mais do que estive por Gears of War 4 e Uncharted 4, muito mais do que estou com os shooters da próxima safra,Titanfall 2Battlefield 1Call of Duty: Infinite Warfare e afins. Mafia 3 era, definitivamente, o jogo que eu mais aguardava este ano. Seis anos após o lançam…

ZGB Start: Rockstar mostra ápice do primor técnico em trailer de Red Dead Redemption 2 / Nintendo Switch: novo console modular pode ser jogado em qualquer lugar

Rockstar mostra ápice do primor técnico em trailer de Red Dead Redemption 2 O primeiro trailer de Red Dead Redemption 2 é real. Dois dias após prometer essa divulgação, a Rockstar publicou um material ainda escasso de informações, mas suficiente para mostrar, a todos nós, que a equipe de desenvolvimento dela faz o que bem quer com as gerações de consoles. O que vemos no vídeo adiante – rodando em tempo real, aparentemente – é um visual que explora os limites do PlayStation 4 e do Xbox One, seja em densidade de vegetação, em tamanho de mundo, em atmosfera spaghetti, em equalização entre luz e sombra, em fumaça, em partículas ou em água. Ou em o que você quiser. Por enquanto, esse primor técnico sobrepõe quaisquer outros elementos relacionados à história ou aos personagens. Ainda não se sabe, por exemplo, se o pistoleiro que monta no cavalo e sai em debandada junto a seis outros parceiros é John Marston em seus tempos áureos como um fora-da-lei. O primeiro Red Dead Redemption foi lançado e…