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ZGB Start: Curte Uncharted? Então o próximo trabalho de Kojima vai chamar sua atenção / Será? Novo game de Crash Bandicoot pode ser anunciado na E3 2016 / Jogamos Blood and Wine, expansão que sela The Witcher 3 de forma épica

Curte Uncharted? Então o próximo trabalho de Kojima vai chamar sua atenção

Curte Uncharted? Então o próximo trabalho de Kojima vai chamar sua atenção
Em dezembro do ano passado, muita gente comemorou ao saber que Hideo Kojima, criador da série Metal Gear, havia feito uma parceria com a Sony para desenvolver um game exclusivo para PlayStation 4. Caso esteja nesse grupo, você vai gostar de saber que o responsável por Snake e companhia revelou detalhes daquilo que estará em seu próximo projeto. 
Falando à revista Famitsu (via Siliconera), Kojima revelou que a equipe está pensando em várias coisas ao mesmo tempo, incluindo nesse pacote o roteiro, os personagens e os sistemas que serão usados no game. Algumas coisas inéditas serão testadas na base da tentativa e erro, mas ele se antecipou ao dizer que o game tem tudo para cair no gosto de fãs de Uncharted. 
“Não diria que se trata de um jogo de mundo aberto, mas aqueles que curtem os games atuais de grande orçamento (como The Division, Uncharted etc.) vão gostar dele. Quando ele for anunciado, você pode até pensar algo como ‘isso não é nada fantástico’, mas você vai compreender quando vê-lo e jogá-lo. É um jogo de ação”, revelou Kojima.
Curte Uncharted? Então o próximo trabalho de Kojima vai chamar sua atençãoSe você curtiu Uncharted 4: A Thief's End, é uma boa ficar de olho naquilo que Kojima vai apresentar ao mundo futuramente
No bate-papo, também foi revelado que o responsável pela série Metal Gear recebeu propostas de várias partes do globo, mas muitas dessas empresas exigiam apresentações detalhadas do projeto, e Kojima não é muito fã disso. Como a Sony oferece um sistema de trabalho mais livre e já conhece o seu trabalho, ele acabou optando pela companhia responsável pelos consoles da família PlayStation. 
Aqueles que curtem os games atuais de grande orçamento (como The Division, Uncharted etc.) vão gostar [do jogo]
E aí, consegue imaginar no que Hideo Kojima está trabalhando? Será que teremos a oportunidade de ver apenas um conceito do game na E3 2016, que está marcada para acontecer de 14 a 16 de junho? Resta-nos esperar e torcer para que a segunda pergunta tenha uma resposta positiva.

Será? Novo game de Crash Bandicoot pode ser anunciado na E3 2016

Não é de hoje que estamos ouvindo falar sobre Crash Bandicoot, e pistas brotam aqui e ali como indícios de que, num futuro bem próximo, ele pode dar as caras em um novo game. Uma delas, por exemplo, foi um cartaz de procurado publicado no perfil oficial do Twitter da PlayStation Mid East, e agora é a vez de termos novas pistas sobre o personagem. 
Além de uma referência encontrada em Uncharted 4: A Thief’s End (confira no vídeo que está na abertura desta notícia – ou deixe-o de lado caso ainda esteja se divertindo na aventura mais recente de Nathan Drake), recentemente foi vista no Facebook de Lex Lang, ator que dublou Dr. Neo Cortex nos jogos de Crash Bandicoot, uma mensagem (que foi removida) fazendo referência à série.
Esta é uma das pistas de que Crash Bandicoot pode voltar dos mortos futuramente. É fã da série? Então fique na torcida
Uau! Uma quinta-feira para voltar no tempo! Essa semana eu fui convidado para ressuscitar três personagens diferentes que dublei em três games distintos. Um doutor, um vilão e um droid/inteligência artificial. Infelizmente isso é tudo que tenho permissão para dizer por ora. Fique atento para mais detalhes, estou bastante empolgado com isso. 
Por fim, também há mensagens de alguém conhecido como BruceLeeRoy no site NeoGAF apontando que a revelação do jogo vai acontecer durante a E3 2016. E, se a essa altura você está se perguntando quem é esse camarada, vale dizer que foi graças a ele que o mundo teve uma pista de que a Activision iria fazer uma parceria com a Sony para liberar conteúdos de Call of Duty primeiro nas plataformas PlayStation. 
Se tudo isso vai se concretizar? O jeito é esperar um pouco mais, pois a E3 2016 está agendada para acontecer de 14 a 16 de junho. Nós estaremos de olho em tudo que acontecer por lá, então fique de olho no TecMundo/TecMundo Games para saber se Crash Bandicoot realmente fará o seu retorno triunfal no evento.

Jogamos Blood and Wine, expansão que sela The Witcher 3 de forma épica

Jogamos Blood and Wine, expansão que sela The Witcher 3 de forma épica
endada para o final deste semestre, Blood and Wine, a nova expansão de The Witcher 3, também é, infelizmente, a última. Portanto, a despedida de Geralt de Rívia, ao mesmo tempo em que contém todos os ingredientes de uma escala épica, é triste, pois representa o fim dessa longa jornada – e, possivelmente, da franquia.
A convite da CD Projekt Red, o TecMundo teve a chance de botar as mãos no conteúdo adicional por quase três horas. Épico, brutal, intenso, inteligente e enorme: esses são apenas cinco adjetivos que definem, ou humildemente tentam, a escala de Blood and Wine, que mais tem cara de jogo completo do que de expansão propriamente dita – até porque há, pelo menos, 20 horas de diversão aqui, ou mais de 30 para quem decidir fazer tudo.
E não é só pelo volume de atividades a fazer ou pelo tamanho do mundo em si que a expansão se destaca: é pela densidade da história, pelo desenvolvimento estendido de Geralt de Rívia, pelo amadurecimento dos personagens e, novamente, pela esplêndida dublagem em português brasileiro, liderada pelo ator Sérgio Moreno na pele do bruxo.
Jogamos Blood and Wine, expansão que sela The Witcher 3 de forma épicaA jogatina rolou num bar com ambiente adequado ao que vemos nos jogos da série

Toussaint, o admirável mundo novo

Batizada de Toussaint, a nova área do jogo fica ao sul do continente, no extremo sudeste de Skellige, Velen e Novigrad, os três espaços principais que constituem o mundo aberto de The Witcher 3. Para que se tenha um parâmetro, o tamanho da nova região é similar ao de Skellige, mas troque todos os trechos preenchidos de mar por terra firme.
Sim, é um mundo aberto colossal. Muito maior que o de vários jogos caça-níqueis à solta por aí – e isso que estamos falando da área da uma única expansão. E atenção: “expansão” não significa, necessariamente, uma mera “extensão” do conteúdo original. Em palavras resumidas, Toussaint traz:
  • Novo vigor
  • Novas culturas
  • Novos dialetos dos habitantes locais
  • Outros costumes e hábitos peculiares
  • Criaturas inéditas e monstros tenebrosos – absurdamente maiores, em tamanho e importância
  • Vegetações diferentes, com campos verdejantes, plantas exóticas e flores raras, cujas cores se misturam à paleta medieval que a franquia imprime, e isso resulta em nuances que são um colírio aos olhos
Jogamos Blood and Wine, expansão que sela The Witcher 3 de forma épicaA nova área tem fauna e flora incríveis
  • Personagens inéditos, com carisma diferente e temperamento imprevisível
Ao mesmo tempo em que sustenta tantas novidades para uma “mera” expansão, Blood and Wine consegue, sobretudo, respeitar o enorme legado que The Witcher 3 construiu e se insere nesse mundo trazendo um novo vigor, mas com a mesma essência. É o famoso (e raro) meio-termo: é novo, mas é velho. É velho, mas é novo. Ser os dois é a melhor fórmula possível.

Vilão memorável: a cereja que estava faltando no bolo

A CD Projekt Red já havia afirmado que, na visão dela própria, “faltou um vilão memorável” na história original de The Witcher 3, ainda que o antagonista de Hearts of Stone, a primeira expansão, tenha sido um ponto alto. Portanto, esse é um dos focos de Blood and Wine: apresentar, aos jogadores, um vilão do qual eles jamais vão se esquecer, ou seja, um personagem que tenha a dose certa de carisma e maldade – tanto na parte “mental” quanto na treta mano a mano.
Se há um presidente sofrendo impeachment na vida real, por que não transpor isso num jogo de fantasia medieval? Tudo serve como inspiração
“Nos inspiramos em praticamente tudo do mundo real: política, catástrofes, situações do cotidiano. Tudo pode contribuir para um mundo de fantasia como o de The Witcher. É por isso que sempre existe algo para ser explorado. Vocês ainda vão ver muita coisa do vilão que preparamos. Tem que ter significado, carisma, personalidade”, contou Alex Boirat, designer de quests do jogo, ao TecMundo.
Jogamos Blood and Wine, expansão que sela The Witcher 3 de forma épicaAlex Boirat, quest designer do jogo
Além disso, haverá, de acordo com Boirat, mais “complexidade” do que muitos imaginam na expansão – ele até fez uma alusão ao contexto político que o Brasil enfrenta atualmente. “Ué, se a gente vê um presidente sofrendo impeachment na vida real, por que não transpor isso num jogo? Com um rei, de repente? Eu digo, não que vá acontecer [na expansão], mas tudo serve como inspiração. Blood and Wine será complexo nesse sentido, com toda uma nova cultura que vai ditar muita coisa ali”, explicou o polonês.

Geralt de Rívia agora tem sua própria casa e pode ser ferreiro/armeiro

Outra novidade de Blood and Wine é a residência de Geralt, um local em que o bruxo pode estocar sua coleção de espadas e construir uma série de melhorias que liberam novas áreas dentro da casa – mansão, melhor dizendo –, dando acesso a novas possibilidades.
Uma delas é a habilidade do bruxo em, finalmente, poder construir seu próprio equipamento, o que inclui espadas de aço/prata, jaquetas, manoplas, botas, calças e mais. Exatamente: você é o seu próprio ferreiro/armeiro e não depende mais de mão de obra terceirizada para realizar o serviço.
Jogamos Blood and Wine, expansão que sela The Witcher 3 de forma épicaGeralt de Rívia tem muito mais autonomia na nova aventura
O acervo de espadas também foi uma ótima sacada. “Não é chato quando você vai até uma caverna distante, investiga os arredores, derrota um monstro após uma árdua batalha e aí, de recompensa, ganha uma linda espada que será vendida ou desmontada porque é pior do que a sua? Muitos jogadores reportaram isso no feedback, e nós escutamos tudo”, afirmou Boirat a nós.
Para aplicar melhorias em sua casa e ampliar os espaços, Geralt precisa desembolsar uma gorda quantia em dinheiro. Há uma espécie de decorador que auxilia o bruxo com dicas e conselhos de áreas que podem ser aprimoradas. É a esse cara que você deposita seu rico dinheirinho para que as construções sejam realizadas – e acredite, essa atividade tem potencial para ocupar horas de sua jogatina.

Menus redesenhados e mais intuitivos

Sempre atenta às palavras dos fãs nos fóruns oficiais da franquia, a CD Projekt Red trará, junto com a expansão, uma atualização imprescindível para novatos e veteranos: menus completamente redesenhados. O que inclui inventários, sistema de alquimia, separação dos itens, das espadas, dos equipamentos, das bombas, dos óleos. O apelo dos jogadores é escutado em todos os cantos nos corredores da desenvolvedora, que fica lá na Polônia.
Jogamos Blood and Wine, expansão que sela The Witcher 3 de forma épicaA expansão conta com criaturas inéditas e colossais
O visual está muito mais agradável. Não que deixasse de ser assim antes, mas os ícones estão maiores, com mais visibilidade, bem como as descrições que os definem e os ingredientes necessários para criar determinado objeto. É um impacto que o jogador vai sentir à primeira vista – positivo a novatos e veteranos que almejam desbravar um New Game+.
A atualização, convém ressaltar, será disponibilizada ao jogo base, The Witcher 3: Wild Hunt, e à primeira expansão, Hearts of Stone, além, é claro, de Blood and Wine. Ainda não há data, mas a ideia é entregar essas melhorias até o final deste semestre, quando a nova aventura, também sem dia definido, será lançada.
Jogamos Blood and Wine, expansão que sela The Witcher 3 de forma épicaO figurino é outro aspecto de destaque nos jogos da série – e Blood and Wine está caprichado nesse sentido

O fim de The Witcher?

É cedo para afirmar isso, até porque The Witcher 3, apesar de ter sido lançado no meio de 2015, ainda está sendo digerido por muitos jogadores, tamanha a quantidade de atividades para fazer e a densidade da história. Mas Blood and Wine sela, definitivamente, as aventuras de Geralt de Rívia.
“Ele precisa de um descanso!”, exclamou Boirat quando perguntado pelo TecMundo sobre isso. “E nós precisamos dar isso a ele. Sabe, ele é um bruxo, passou por mutações, enfrentou milhares de monstros, perdeu pessoas, salvou reinados. Ele precisa de um descanso. Não estou insinuando nada, só digo que ele precisa dessa aposentadoria. (...) Trabalhamos nessa franquia há mais de 10 anos. O primeiro é de 2007, mas temos de considerar que ele começou a ser desenvolvido antes disso. Foi uma longa jornada. Precisamos partir para outra”, revelou o designer de quests na entrevista concedida a nós.
Logo, repetimos: é cedo para afirmar qualquer coisa. O universo continuará ali. Quem sabe ele não é explorado por outro bruxo num spin-off? Ou um guerreiro desprovido de habilidades especiais? Ou, quiçá, por alguma criatura inteligente? Enfim, não custa sonhar.
Jogamos Blood and Wine, expansão que sela The Witcher 3 de forma épicaEis uma minúscula porção da gigantesca área de Toussaint
Blood and Wine custará US$ 20 e também será lançado em versão física, assim como Hearts of Stone, além do produto digital. Ainda não há dia exato definido, mas a previsão permanece para o fim deste semestre no PlayStation 4, Xbox One e PC.
Agora é só imaginar a escala megascópica que terá Cyberpunk 2077, a próxima empreitada da CD Projekt Red, ainda sem data de lançamento. Esse é um sonho mais factível.
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