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ZGB Start: 10 inventos dos games que nós gostaríamos de encontrar.

10 inventos dos games que nós gostaríamos de encontrar na vida real

De acordo com o conceito, “tecnologia” se refere a qualquer técnica, processo ou método que facilita a vida do ser humano de alguma forma — normalmente, para algo além do que os seus próprios braços e pernas conseguiriam. Dessa forma, estritamente falando, um pedaço de pau e um acelerador de partículas de vários bilhões de dólares são igualmente tecnológicos — embora fosse difícil de chegar ao Bóson de Higgs na base das pauladas, convenhamos.
Mas, ei! Quem foi que disse que é preciso que algo realmente tenha sido materializado em um mundo real para que seja considerado tecnologia? Afinal, os seus avatares nos mais variados títulos de video game têm se beneficiado a décadas de máquinas do tempo, de geringonças para efetuar dobras espaciais, de métodos de camuflagem que fariam um camaleão ficar vermelho (mas de vergonha).
Seja como for, é inegável que essas coisas estão ali para lhe facilitar a vida — e, vá lá, elas realmente funcionam dentro desses universos. Que o diga que já dependeu do telefone hackeador de praticamente qualquer coisa do Sr. Aiden Pearce ou que exercitou o cérebro para imaginar as melhores formas de utilizar aquela fabulosa arma de portais — a única coisa que separava um rato de laboratório atordoado do cinismo amoroso e destrutivo de um supercomputador onisciente.
Dessa forma, sem mais delongas, vamos a dez tecnologias encontradas apenas no mundo dos games... Mas que bem poderiam saltar para este lado da tela — embora os desdobramentos, em alguns casos, pudessem ser bem preocupantes.

1 – Animus (Assassin’s Creed)

A ideia de viajar pela história do seu próprio código genético é tão absurda quanto atraente. Ok, é possível que, diferentemente de Desmond Miles, você apenas surfasse entre as suas duplas hélices para encontrar um beberrão desempregado na época da Revolução Industrial ou, ainda, um prosaico vendedor de frutas e hortaliças no período da Renascença — com sorte, ele poderia ter vendido maçãs a Leonardo da Vinci em algumas ocasiões.
Seja como for, a ideia não poderia ser mais atraente. Seria a oportunidade, por exemplo, de colocar à prova fatos históricos sagrados hoje — embora qualquer um que se aventurasse por uma das grandes guerras da História certamente fosse precisar de uma “porta dos fundos” para debandar quando a coisa ficasse feia... Sob o risco de se tornar o primeiro caso de stress pós-traumático virtual.

2 - Power Suit (Metroid)

A Power Suit de Samus Aran em Metroid é uma espécie de materialização de todo tipo de fantasia heroica da infância. Além de ser pesadamente armado, o traje ainda permite saltar mais alto, correr mais rápido e... Virar um tatu-bola — para se enfiar em algum canto, sei lá. Ah, sim, e há também a gravity Suit, para aqueles momentos em que você precisa de estabilidade em gravidade zero (vai saber).

3 – Ghost (Destiny)

Embora a ideia de um assistente robótico ainda pareça relativamente distante no mundo real, fato é que isso já é padrão nos video games há um bom tempo — vai-se aí do ambíguo Wheatley (Portal 2) aos comentários oportunos do Claptrap (Borderlands). Embora possua uma personalidade menos marcante, o Ghost, de Destiny, com certeza tem suas virtudes, tais como materializar veículos como o Sparrow do puro vácuo.
Mas as incumbências desse curiosos autômato vão além. Ghost é também: navegador em missões, transporte rápido para a órbita do planeta... E lanterna. (Ok, até celulares distribuídos por operadoras de telefonia têm isso hoje em dia. Mas o resto realmente impressiona). Enfim, caso o Ghost realmente fosse comercializado, era de esperar que houvesse pelo menos a possibilidade de trocar aquele timbre de voz terrivelmente entediante.

4 - ARI Glasses (Heavy Rain)

É provável que mesmo um completo leigo em técnicas detetivescas pudesse virar um suprassumo em investigação com algo semelhante ao vistoso óculos do agente do FBI Norman Jayden. Trata-se de uma realidade aumentada que faria qualquer um se sentir meio besta ao colocar bichinhos para sacudir em cima da mesa do escritório.
Além de rastrear pistas em cenas de crime, os óculos do Sr. Jayden ainda levantam imediatamente o histórico de qualquer indivíduo imediatamente — status variados, eventual ficha policial e por aí vai. E, por fim, quando chegar aquela hora invariavelmente humana de ruminar sobre os indícios levantados, ainda é possível trocar uma sala apertada e sem graça pelo fundo do oceano ou pelas paisagens de Marte.

5 – OctoCamo (Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots)

Diante de trajes de invisibilidade, teletransportes e doideiras supracientíficas afins, é provável que o OctoCamo de Solid Snake fosse bem pouco chamativo. Entretanto, eis o que torna esse invento particularmente atraente: ele parece razoavelmente mais factível do que outras “viagens” em cintos de utilidades.
Senão, imagine os desdobramentos de se mesclar indistinguivelmente com o ambiente ao redor — e de  muito mais rápido do que conseguiria um camaleão. “Vantagens no paintball”, diria um espírito ligeiro, embora pouco imaginativo. “Escapulir de reuniões enfadonhas”, afirmaria um segundo, este muito mais pragmático. Pois é. Não é o traje invisível de Deux Ex: Human Revolution... Mas com certeza quebraria diversos galhos.

6 - Portal Gun (Portal)

Talvez você já tenha assistido: há um episódio de Simpsons em que Homer consegue se apropriar da curiosa máquina provocadora do caos no longa-metragem “A Mosca” (The Fly) — usando-a para alcançar mais facilmente as cervejas na geladeira... O que nos parece bastante justo.
Bem, mas porque não uma arma de portais? A vantagem é óbvia: não há risco de fusão do seu DNA com o de qualquer coisa que acabe dentro de um dos compartimentos — coisas eventualmente até bem piores do que uma mosca, convenhamos. Mas as vantagens ainda iriam além do teletransporte. Que o diga quem já colocou um portal no chão e outro no teto em qualquer um dos games da Valve. A tecnologia pode criar sádicos, não?

7 – Melhorias cibernéticas (Deus Ex)

Imagine um mundo em que a força física e as habilidades manuais viessem tão rápido quanto uma cirurgia — mesmo que o procedimento fosse “extraoficial”. No mundo de Deus Ex, é fácil conseguir qualquer melhoria substituindo os falhos e limitados membros biológicos por versões ultrarresistente e incrivelmente precisas.
Talvez o excesso de substituições levantasse questionamentos morais do tipo “Nós ainda somos humanos?” — mas nada que um supercérebro positrônico substituto não pudesse ajudar a responder.

8 – Smartphone hacker (Watch Dogs)

Talvez você já tenha descoberto a senha do email de alguém — ou talvez ela simplesmente tenha esquecido de dar “logoff”. De qualquer forma, nenhuma conquista que possa chegar nem remotamente perto das “peraltices” virtuais de Aiden Pearce em Watch Dogs.
Tudo bem que um mundo em que sinais de trânsito pudessem ser alterados ao bel-prazer de qualquer um devidamente apetrechado provavelmente descambaria em puro caos. E isso principalmente quando se considera que qualquer bugiganga eletrônica conectada do game responde a um único centro nervoso (altamente corruptível). Enfim, é de se esperar que as versões futuras das cidades inteligentes da IBM sejam um tanto mais blindadas contra intrusos mal-intencionados.

9 - Mass Relays (Mass Effect)

Há quem diga que as civilizações ancestrais que aqui pisaram podem ter revelados técnicas misteriosas para grupos de aborígenes deslumbrados. Entretanto, até onde se sabe, ninguém passou por aqui para instalar postais de transporte rápido pelo Cosmos — o que não significa que nós não possamos inventar por conta própria algo semelhante aos Mass Relays de Mass Effect.
Seria, afinal, uma forma de visitar mesmo os mais remotos cantos do Universo — ou mesmo verificar alguns pontos relativamente próximos sem a necessidade de “olhar para o passado” por meio das lentes dos mais avançados telescópios.
Bem ou mal, há modelos teóricos que suportam essas superviagens, sendo o mais popular deles provavelmente o chamado “Buraco de Minhoca” — o que tem até mesmo o respaldo da Relatividade Geral. Tratam-se, basicamente, de “atalhos” no contínuo do espaço-tempo. De um lado, um “buraco negro” permitiria a entrada da matéria e, do outro, um “buraco branco” trataria de expeli-la após uma viagem incrivelmente rápida.
Ok, caso isso se torne possível algum dia, fica aqui a sugestão: é provável que até lá o termo “Mass Relays” já tenha caído em domínio público... E, então, é só batizar, fazer as malas e partir para verificar se, afinal, há alienígenas cuja curiosa fisionomia se parece com animais terrestres.

10 – Epoch (Chrono Trigger)

Tratar a Epoch como “apenas” uma máquina do tempo parece um óbvio demérito. Afinal, quem jogou Chrono Trigger deve se lembrar que o potencial ali vai muito além de eventuais viagens de verificação histórica — pelo menos caso se considere a remota possibilidade de que, no “Fim dos Tempos”, repousam Spekkio e Gaspar, o Guru do Tempo, prontos para conferir poderes e orientação, respectivamente.
Dessa forma, caso a Epoch realmente saísse do papel — e dos caríssimos cartuchos originais do Super NES — um dia, haveria a possibilidade de acompanhar a construção das Pirâmides do Egito e de galgar os níveis para se tornar um mago temporal superpoderoso. E, naturalmente, também seria possível acumular uma quantia obscena de dinheiro nas loterias — o que levantaria suspeitas, de maneira que uma Power Suit poderia ser um bom acompanhamento.
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